Roda mundo – Roda gigante

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Assitir os jornalistas do Roda Vida entrevistando os caras da mídia NINJA só demonstra como os Srs. da geração anterior estão despreparados (aqui também vale um “desesperados”) para encarar o mundo digital, “era da informática” ou qualquer termo .com que você queira dar. Precisam entender que agora todo mundo pode ter acesso à qualquer coisa. A gente sabe quanto uma empresa ganha, custa e repassa.

O acesso à informação é (ou deveria ser) um direito universal e nunca colocado no mesmo patamar de uma mercadoria qualquer, como um carro do ano, um iPhone ou meia dúzia de pãezinhos (daqueles mais clarinhos, fazendo o favor). Os grandes conglomerados de mídia gritam em desespero ao ver seus impérios ruir do dia pra noite (vide hoje o Washington Post ou até no Brasil o Estado mudando seu formato, agora mais enxuto). Nada mais normal e justo. Espero, inclusive, que isso seja algo habitual.

É pretensão em demasia querer que o ato de vender jornais (sob uma ótica simplista) gere o mesmo poder econômico para uma Instituição que uma empresa como o a Apple consegue gerar. Lembrando que, uma vende informação, a Apple vende magia em forma de tecnologia. Eles riram e apontaram o dedo quando ocorreu a bolha do .com. Naturalmente, o que eles não perceberam é que quem saiu perdendo naquela ocasião foram eles. De lá para cá os investimentos passaram a ter muito mais pé no chão. Agora, as 10 empresas mais valiosas do mundo, ao menos 6 estão diretamente ligadas com a produção (pesquisa, desenvolvimento) tecnológica. Mesmo que todos os grandes grupos de mídia veiam a baixo, essas empresas continuarão produzindo e vendendo.

O Google não precisa abrir mão do YouTube e, tenho certeza, que é muito mais interessante ao Google se aliar aos seus concorrentes do que abrir as pernas para a velha-guarda que, até esses dias, tentavam aprovar na marra a PIPA/SOPA. Ora, agora façamos nós o jogo dos grandes capitalistas: o mercado vai se auto-regulamentar, não era isso que eles pregavam? Não entendo o medo, o corre-corre, o empurra-empurra, o barata-voa. Pregaram isso por tantos anos (Séculos?) e agora, estão com medinho da garota com mouse na mão? Toma tento, homem.

Três comerciais da Nike que você precisa (re)ver antes de morrer

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Mais do que consumidores, a Nike quer motivar as pessoas a continuarem dando o melhor de si.

A Nike é uma das maiores e mais famosas marcas do mundo. Seu nome e logo são inspirados na deusa Nice e nas asas da mesma figura, que pertence à mitologia grega.

Isso ocorre porque a deusa é uma representação da vitória e a linha de comunicação da marca é guiada por isso.

Escultura da Grécia Antiga com a representação da deusa Nice.

Escultura da Grécia Antiga com a representação da deusa Nice.

Hoje selecionamos para você três cases publicitários que consideramos essenciais e que você precisa (re)ver antes de morrer. São aqueles comerciais que sentimos vontade de compartilhar com os amigos ou que, de alguma forma, nos inspira.

Terceiro colocado: Take it to the next level. 

Este é especial, porque coloca você, como um jogador de futebol. Viva em primeira pessoa a real emoção de pisar em um estádio lotado, sair de um time de base, começar em um grande clube e enfim, poder defender a sua seleção:

Segundo colocado: Write the future.

O que será que se passa na cabeça de um jogador de futebol no exato momento em que, no jogo mais importante de sua vida, ele perde uma bola, ou faz uma grande jogada? O filme Write the future responde isso.  Ele representou o maior investimento publicitário da marca em 2010 e além de contar com alguns dos seus tradicionais atletas que patrocina no futebol, também trouxe o Kobe Bryant, Roger Federer e até o Homer Simpson.

Cristiano Ronaldo, aparece no filme também, além de aparecer batendo uma bola com o Homer Simpson. O astro do futebol francês, Ribéry, é um dos protagonistas de Write the future. Write the future mostra Wayne Rooney, camisa 10 da seleção inglesa, em um momento de derrota, acima do peso e falido.

Primeiro colocado: Yesterday you said tomorrow.

Outdoor original em New York. Ontem você disse amanhã. Apenas faça.

Outdoor original em New York. Ontem você disse amanhã. Apenas faça.

Sim, dois comerciais milionários perderam para um simples outdoor todo branco com apenas 4 palavras “Yesterday you said tomorrow” (Ontem você disse amanhã).

Por que ele ficou em primeiro lugar?

Há muitos anos a Nike usa o Just Do It como conceito de campanha. A ousadia de colocar em na 5º Avenida, um dos espaços publicitários mais caros do mundo, uma mensagem que te motiva a correr atrás dos seus sonhos, aqui e agora, é revolucionária. Essa é muito mais do que a tradução de um conceito, é um mantra a ser seguido. A Nike quer mais do que consumidores, ela quer pessoas vencedoras e que se esforçam para atingir o topo. Pois, só com muito suor e determinação se chega à vitória.

Inspire-se nesta mensagem e corra atrás. Just do It, apenas faça.

O discurso que a Dilma não leu.

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O discurso que a Dilma não leu.

Segue uma cópia do discurso que muitos brasileiros gostariam que a Sra. Dilma Rousseff tivesse falado nesta fatídica noite.

“Brasileiras e brasileiros. Diante dos protestos e manifestações que ocorreram por todo o País, resolvi convocar este pronunciamento de emergência para declarar que é nóis. To com vocês. Tem gente no Governo que está muito afim de foder com o povo brasileiro.

Infelizmente, queridos amigos brasileiros e brasileiras, tenho sido ameaçada e por dizer isso minha família pode ser alvo. Pode ser, inclusive, que eu morra. Mas, aproveito a oportunidade para dar nomes aos bois:

O Sr. José Sarney, aquele filhote da ditadura militar, continua roubando o dinheiro público. O Estado do Maranhão, que é controlado pela família Sarney, possui níveis de desenvolvimento iguais ou inferiores aos dos países africanos. Crianças comem terra, pela falta de alimentos. Não existe saneamento básico e a expectativa de vida lá é de 40 anos.

O Sr. José Dirceu, Sr. José Genuíno e todos aqueles condenados pelo Mensalão são sim culpados. Desviaram recursos públicos para financiar suas falcatruas. Dinheiro que poderia ser usado para construir escolas, hospitais, melhorar os salários dos professores, policiais, e toda a sorte de benefícios que este povo, que é explorado desde 1500 merece.

O Sr. Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, deve responder em qual paraíso fiscal ele escondeu os bilhões de reais que o Governo Federal repassou ao Estado para investimentos em transporte público, saúde e educação de qualidade. Sabemos que a USP está em condições de deterioração há décadas. Sabemos que as escolas públicas de São Paulo não são confiáveis e em sua maioria não formam pessoas pensantes, formam massas de manobra. Assim como o Alckmin, as contas dos Srs. FHC e José Serra devem passar por um rigoroso pente fino da Polícia Federal e Ministério Público. Precisam responder o que houve na Década de 90 com as privatizações da Vale do Rio Doce, sistema de telefonia e muitos outros bens brasileiros que foram vendidos para a iniciativa privada com preços muito abaixo do que realmente valiam.

O Sr. Marco Feliciano é homossexual. Saí do armário Bi. Você não tem nada a perder. O Sr. Bolsonaro é um homem ligado com os ideais de Hitler e Mussolini. Seus apoiadores são carecas que querem fazer do Brasil um Eixo da Conquista, que vai substituir sua bandeira verde-amarela-branca-azul por uma vermelha, com uma suástica nazi dentro. Além disso, eles só estão ainda no Governo, porque a base Petista, PMDBista e Tucana têm o rabo preso com eles. Caso contrário, já teriam caído.

Declaro que convoco o Ministério Público junto da Polícia Federal para investigarem cada centavo gasto no Pan de 2007, Copa do Mundo de 2014 além das Olímpiadas de 2016. Declaro também que toda a cúpula da CBF deve ser presa e investigada imediatamente, assim como os representantes dos seus patrocinadores: Nike, Ambev, Fiat, Itaú e muitas outras marcas e empresas que vocês veem nas prévias de jogos de futebol e/ou da Seleção Brasileira.

Declaro também, que a Comissão da Verdade continuará investigando os crimes cometidos durante a Ditadura Militar e que todo e qualquer abuso será revelado abertamente ao povo brasileiro, pois, somente ao povo, interessa o resultado das investigações, assim como a punição de quaisquer envolvidos, seja pró ou contra o Estado Ditatorial que comandou o país por 21 anos.

Por fim, convoco o povo brasileiro para continuar saindo às ruas. Estamos perto da vitória. Caminhemos de mãos dadas e em paz, mas se tiverem que atacar, que seja somente em legítima defesa.

ÀS RUAS.

Precisamos de artes agora!

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Cadê os artistas que estavam aqui? Já não preciso deles.

Gritaram, criticaram e agora que roubamos a cena se calaram e se omitiram.

Achei que no meio dos protestos veria gente como o Mano Brown, mas tudo bem, é normal, nem todos estavam dispostos.

Tomei gás na cara junto da galera, enquanto imaginava o político canalha se tremendo de medo. Achei que nos dias depois aqueles que sempre fizeram discursos se manifestariam por nós, convocariam seu publico para saírem às ruas. Mas, não vi Chico Buarque falando, muito menos Gil ou Caetano cantando músicas de incentivo e apoio. Cadê o’Rappa, Marcelo D2 e sua trupe? Cadê a galera do rap que fazia ativismo musical e agora que a polícia ta reprimindo geral sumiram. Gente como o Sakamoto não decepcionou, fez o que pode na sua coluna na Folha e peitou até o Estadão se posicionando contra a opinião do jornal. Estes serão lembrados como heróis não como covardes. Até o NÃOSALVO que sempre fez piada resolveu falar sério e apoiar o movimento.

Para não ser injusto, vale lembrar de alguns poucos da cena underground, como o Emicida, que mesmo estando na Europa mandou uma nota dizendo que a razão era nossa. Os integrantes da banda Vivendo do Ócio também usaram suas contas oficiais nas redes sociais para mandarem mensagens de apoio aos manifestantes.

Cadê o Lobão, que até semana passada era malandrão criticando o sistema, falando mal do Governo e chamando a população de burra? Vem tomar tiro do borracha com a gente. É muito cômodo ser guerrilheiro de cima de uma cobertura. Saiba que a história a gente ta escrevendo na rua.

Em diversos países do mundo novas manifestações foram organizadas, os gringos estão solidários a nossa causa e estão saindo também às ruas. Eles fazem isso lá porque alguns covardes não fizeram isso por aqui.

Parabéns a você que saiu às ruas, você representou, você é o Brasil e o Brasil é você.

Cobre dos seus artistas um posicionamento, pois quem cala consente.

#ReageBrasil #Acorda

GIL

Cadê eles agora?

A Caixa misteriosa

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O mistério faz parte de nossas vidas. Às vezes quando conhecemos totalmente determinada coisa, ela tende a se tornar desinteressante. Por quê?

Em livros, filmes, novelas: saber o final pode ser desastroso muitas vezes. Não queremos aceitar o destino que cada personagem teve, ou como o vilão morreu ou como não morreu.

Este vídeo que segue foi um divisor de águas na minha carreira. Entendi como J. J. Abrams (roteirista idealizador da série Lost) se tornou um dos melhores roteiristas e diretores da sua geração, tudo graças à caixa que ele nunca abriu por valorizar o mistério do que poderia ter dentro.

Confira:

50 mil manos – Um exército chamado Yamaguchi-Gumi

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No Japão não existe máfia organizada. Existe a máfia organizadíssima. Um exemplo disso é a Yamaguchi-Gumi, uma facção yakuza com cerca de 50 mil membros.

Distribuídos, infiltrados e ativos em diversas camadas da sociedade japonesa, os Yakuzas – que não gostam de ser chamados de yakuza, preferem gokudo, algo como “caminho sem volta” – são os grandes responsáveis pelas atividades ilegais envolvendo o crime organizado no país, dentre as facções yakuza a Yamaguchi-Gumi é a que mais se destaca.

Apesar de ter sido fundada em 1915 por Harakichi Yamaguchi, a facção só ficou famosa aos olhos do mundo quando seu terceiro chefão assumiu: Kazuo Taoka. Ele liderou e modificou a estrutura da própria organização: fez com que quadrilhas próximas fossem afiliadas à Yamaguchi-Gumi, criando assim, uma rede de associadas que pagavam valores de forma crescente ao topo da pirâmide.

Por trás deste gênio estratégico não houve uma vida de estudos como imaginamos comumente um japonês: Kazuo Taoka era um órfão e para sobreviver tornou-se um lutador de rua. Caiu nas graças de Harakichi Yamagushi e assumiu a liderança da facção entre 1946 e 1981, quando morreu vítima de ataque cardíaco. Ficou conhecido como o Dom dos Dons, ou, o Padrinho dos Padrinhos. Era um cara que, provavelmente, Dom Corleone teria medo.

Dos anos 80 para cá, a Yamaguchi-Gumi saltou em número de membros: de 5 mil para pouco mais de 50 mil. Movimentam bilhões de dólares anualmente e possuem como principais fontes de renda a prostituição, jogos de azar, extorsão, golpes financeiros, golpes imobiliários, tráfico de pessoas, tráfico de drogas (em especial a metanfetamina, cocaína e heroína), trafico de armas, distribuição de pornografia pela internet, além de manipulação em resultados de jogos esportivos e golpes pela internet, entre outros.

Curiosamente, os yakuzas – e a Yamaguchi-Gumi está inclusa nisto – são legalizadas no Japão. Possuem registro como “sindicatos” e possuem escritórios. Com isso, conseguem usar uma espécie de “CNPJ” (com todas as aspas do mundo) para abrir empresas de fachadas e lavar dinheiro.

Pela lei, sempre que a polícia vai investigar alguma família yakuza e precisa invadir o QG, é necessário que isso seja formalmente avisado aos membros da organização com horas – e até dias – de antecedência. O que lhes garante tempo de sobra para eliminar provas e até preparar um chá-verde para receber os policiais.

Outra curiosidade é que, ao contrário do que ocorre no Brasil, raramente um Yakuza mata uma pessoa que não seja ligada ao crime. Isso faz parte do seu rígido código de conduta. Tanto que, quando duas facções estão em guerra e membros – de um lado ou do outro – morrem, raramente isso vira notícia na mídia. Outro exemplo do quanto os Gokudos estão distantes da população ocorre quando, em algum bairro residêncial acontece um tiroteio e, por exemplo, seis pessoas morrem, sendo todos Yakuzas, para a população é como se ninguém tivesse morrido.

Caso queira saber com mais detalhes sobre como funciona o mundo do crime no Japão, recomendo o livro “Tóquio Proibida”, do jornalista Jake Adelstein. O livro conta como ele foi morar ainda jovem na Terra do Sol Nascente e se tornou um jornalista investigativo por lá. Além de estar infiltrado no submundo, Jake presencia com olhos ocidentais a cultura deste país de hábitos peculiares. No livro, Jake também denunciava como líderes de facções filiadas ao Yamaguchi-Gumi realizavam transplante de órgãos em uma univerisdade dos EUA.

Concordo com a última analise do autor, ao afirmar que a solução para problemas como este esteja no endurecimento das leis e no rigor daqueles que podem fazer elas serem executadas. O Japão é um país desenvolvimento, com ótimo IDH e taxas ínfimas de analfabetismo. Eles não precisam disso. Não mais.

Membro da Yakuza exibe suas tatuagens.

Membro da Yakuza exibe suas tatuagens.

Aos leitores do Brasil

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Fico impressionado com o mercado de livros no Brasil. Primeiro pelos valores abusivos cobrados por algumas obras. Segundo, pelo projeto gráfico que resulta em livros enormes, pesados e que se tornam um incômodo para o leitor. Talvez, (estou sendo irônico) pelo Brasil ser composto por uma população de péssimos leitores, eles façam assim por saber que ninguém vai ler. Péssimos livros para leitura, mas ótimos objetivos de decoração para estantes.

Escolhi um livro ao acaso no site da Livraria Cultura para ilustrar o que digo. O livro é Ulysses, do autor Joyce James.

Selecionei 5 opções de compra do livro através do site, sendo 3 normais (impresso e em português), 1 (versão e-book e em português) e a última é a versão estrangeira, do original em inglês na sua versão impressa:

1o Ulisses – Ed. Aufaguara Brasil – R$ 92,90 – 902 Páginas – Sem informação sobre o peso.

2 o Ulisses – Ed. Civilização Brasileira – R$ 80,00 –  960 Páginas – 1,118 kg

3 o  Ulysses – Ed. Penguin Companhia – R$ 47,00 – 1112 – 1,028 Kg

4 o  VERSÃO E-BOOK – Ulisses – Alfaguara Brasil – R$ 29,90.

Embarque na viagem comigo:  As editoras podem dizer que o preço é alto porque precisam pagar uma porcentagem ao autor. Ok, mas de acordo com um site gerido pelo Governo Federal, Ulysses é uma obra que está em Domínio Público: http://migre.me/c56P9 . O restante da obra do autor entra totalmente em Domínio Público ainda em 2012. Não se deixe enganar.

As Editoras podem argumentar que o preço é alto porque precisam pagar um tradutor. Pois bem, conversando com alguns profissionais de tradução, além de mal remunerados, eles não recebem um valor vitalício pelo tempo em que sua tradução vai circular. Por exemplo: você traduz um texto hoje e eu te pago por essa tradução. Eu repasso o valor que te paguei a quem comprar o livro, vamos supor que vendendo 10 exemplares eu já tenha recuperado o que investi na tradução, é justo continuar incluindo o valor da tradução pelo restante do que vou vender sem repassar ao tradutor?  Cabe dentro de cada um a reflexão.

Com tudo, as editoras podem dizer que o preço é alto por causa do projeto gráfico: bom, não sei se eu falo pela maioria dos leitores, mas assim como boa parte dos aficionados por livros, eu trabalho e estudo. Além de levar durante o dia meus bens essenciais: celular, computador, garrafinha de água, caderno/agenda etc, ainda preciso levar um bloco de papel que pesa mais de 1 kilo? Editoras, façam livros como as edições estrangeiras: usem papel jornal. Lembrem-se que pagamos pelo conteúdo, não pela capa. Não vamos julgar um livro pela capa. Não é o que nos ensinam desde crianças? Então, não nos trate como crianças. As capas de O Apanhador no Campo de Centeio são horríveis a pedido do autor, no entanto, é um dos mais maravilhosos e vendidos livros que existem. Vale ressaltar que um design minimalista é agradável a todo o público. Invistam nisso, teremos prazer em pagar um preço justo por ele.

As editoras podem dizer que o preço é alto por causa do frente, translado, logística ou qualquer custo de deslocamento (aqui também fica incluso o preço de estoque) – Bom, vejamos, se é assim, por que o e-book, que não tem custo de armazenagem (a não ser o preço ínfimo de um servidor) e que não depende de transporte – seja por terra, mar ou ar – tem este preço tão elevado?

Por fim, apresento aos leitores a última versão de Ulyses que pesquisei. Ela é estrangeira e pasmem: de acordo com o site da Livraria Cultura, o livro original, com 736 páginas pesa somente 0,560 kg. Seu prato no restaurante provavelmente pesa mais. Mas, o surpreendente é o preço: R$ 9,70.

Peraí: cadê o frente? Cadê o valor da impressão? Cadê o valor do projeto gráfico? Cadê os impostos? Cadê as taxas de importação?

Acredito que nada, absolutamente nada justifique o preço abusivo dos livros no Brasil. Aos poucos a Amazon está chegando e vejo o mercado editorial ruir da mesma forma que a Indústria fonográfica. Por que pagar R$ 80,00 em um livro pesado e enorme se eu posso pagar R$ 15,00 no máximo da empresa gringa?

Um dia o mercado editorial vai olhar para cima e clamar por ajuda. Sussurraremos em resposta “Não”.